Gonorreia resistente preocupa europeus, e a gente deve se proteger

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Neste Carnaval, não se esqueça de usar camisinha inclusive no sexo oral, para evitar o risco de sífilis, gonorreia, HPV, herpes e outras infecções sexualmente transmitidas (ISTs). Para usar na mulher, é só rasgar a lateral do preservativo masculino ou usar a camisinha feminina. Fazer exames de rotina com regularidade e ir ao médico sempre que notar algum sintoma também são medidas que ajudam a evitar que doenças sejam transmitidas ou causem complicações.

Por falar em gonorreia, um levantamento que acaba de ser divulgado pelo Centro para Estudo e Prevenção de Doenças da União Europeia (ECDC) alerta que, apesar de esforços, os níveis de gonorreia resistente a tratamento continuma altos nos 27 países da região.

A análise de mais de 3.200 amostras coletadas mostra que o nível de cepas de Neisseria gonorrhoeae resistentes à azitromicina, o medicamento mais usado, foi de 7,5%, e a resistência à cefixima foi de 1,9%. Os índices mudaram pouco em relação ao levantamento anterior. Mas o centro ressalta que o número de países que relataram cepas resistentes aumentou.

A gonorreia é a segunda infecção sexualmente transmissível (IST) mais comum na União Europeia, sendo que quase 500 mil casos foram notificados entre 2007 e 2016. No Brasil, a doença não é de notificação obrigatória, como acontece com a sífilis. De qualquer forma, o Ministério da Saúde estima haver cerca de 500 mil novos casos por ano (55% em mulheres e 45% em homens). Não registro de cepas resistentes por aqui, mas a possibilidade preocupa.

A gonorreia é facilmente adquirida – de acordo com infectologistas, o risco de um parceiro infectado transmitir a bactéria a outro é de 50% por relação. As mulheres têm como agravante o fato de que, na maioria dos casos, a doença é assintomática para elas. Sem diagnótico e tratamento correto, há complicações como a doença inflamatória pélvica, infertilidade e aumento da transmissão do HIV.